Confissão de um Rapaz, por Vasco Granadeiro
Já reparaste que só ao pé de ti gaguejo?
Que te quero abraçar quando te vejo?
Mas não posso, não sou capaz
Queria ser homem mas ainda sou rapaz.
E se te olho nos olhos sou um cobarde
Não aguento, desvio o olhar
Tenho medo de me afundar
Então desligo e tento mais tarde.
Mas mais tarde tu não estás em casa
Se quero deixar algum recado?
Não, obrigado.
E fico calado com o coração em brasa.
Aos outros nunca penso no que dizer
Quase tudo me sai direito
A ti, por tanto à indiferença temer
Saem artigos com defeito.
E para te impressionar minto
Sou quem não sou, uma fantasia
Não te mostro o que sinto
E falho por tentar em demasia.
Ou se faço por ser igual a mim
Exagero, eu não sou assim!
Fico parvo, turvo, desinteressante
E no caminho para ti continuo errante.
Não me consigo exprimir contigo
Ser atrevido, charmoso e arrojado
Escondo-me atrás do disfarce de amigo
E a teu lado disfarço um coração acelerado.
Se soubesses a felicidade que te prometo
Serias a Pinóquia e eu o Geppeto
Mas tu não sabes, nem suspeitas
E não pensas em mim quando te deitas.
É a crueldade da esperança sem resposta
Que move um rapaz que de ti gosta
A fazer por te querer merecer e ter
E é o desgosto que o faz escrever.
Que te quero abraçar quando te vejo?
Mas não posso, não sou capaz
Queria ser homem mas ainda sou rapaz.
E se te olho nos olhos sou um cobarde
Não aguento, desvio o olhar
Tenho medo de me afundar
Então desligo e tento mais tarde.
Mas mais tarde tu não estás em casa
Se quero deixar algum recado?
Não, obrigado.
E fico calado com o coração em brasa.
Aos outros nunca penso no que dizer
Quase tudo me sai direito
A ti, por tanto à indiferença temer
Saem artigos com defeito.
E para te impressionar minto
Sou quem não sou, uma fantasia
Não te mostro o que sinto
E falho por tentar em demasia.
Ou se faço por ser igual a mim
Exagero, eu não sou assim!
Fico parvo, turvo, desinteressante
E no caminho para ti continuo errante.
Não me consigo exprimir contigo
Ser atrevido, charmoso e arrojado
Escondo-me atrás do disfarce de amigo
E a teu lado disfarço um coração acelerado.
Se soubesses a felicidade que te prometo
Serias a Pinóquia e eu o Geppeto
Mas tu não sabes, nem suspeitas
E não pensas em mim quando te deitas.
É a crueldade da esperança sem resposta
Que move um rapaz que de ti gosta
A fazer por te querer merecer e ter
E é o desgosto que o faz escrever.

2 Comments:
Nossa....The man is in love!!!!!
Ou melhor...o Sr. Eng.!!!!
Está lindo!! supreendes cada dia! Parabéns, eng!
Enviar um comentário
<< Home