sexta-feira, abril 08, 2005

Divagando, por Vasco Granadeiro

Mais uma vez me apanho sozinho em casa, querendo aproveitar os poucos momentos de sossego para trabalhar, mas em vez disso escrevo. Já percebi que o lusco-fusco passado nesta sala (aqueles 5, 7 minutos), a observar a lagoa e as longínquas luzes do centro, facilmente me seduz. Não está vento, a lagoa sossegadamente reflecte a última claridade, e está aquele calor ameno, confortável.
E neste cenário distraio-me do trabalho, dou por mim a viajar, penso tudo o que se tem passado, sensibilizado com o que esta aventura até agora me tem dado. Recordo os bons e maus momentos, as castiçadas, as despedidas, o que mudou, e vergo-me perante a importância da sua existência. Para verdadeiramente reconhecer o doce tem que se ter provado o amargo. É por fases que estes sabores nos aparecem, e jamais durante alguma se encontra a razão. É nestes momentos insípidos, tão doces quanto amargos, que racionalmente se reconhece o equilibro frágil que estes dois proporcionam. E assim surge o ímpeto refrescado da procura de um novo doce. Não interessa qual, tanto pode ser o doce de leite, para desenjoar da compota, como o mel que tão viciosamente nos inunda os sonhos, desde que tenha um novo sabor, mais esperançado e rejuvenescedor.
Claro que a duração destes momentos é curta, até demais. E aí, nada como um copo de água.

1 Comments:

At 09 abril, 2005 17:58, Anonymous Anónimo said...

QUE SAUDADES!!!!!!!!de ti! obrigada... bj da mana sofia

 

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